- Este artigo explica o que são ativos não explorados, como são classificados e o que os gestores de ativos podem fazer para aproveitá-los ao máximo.
- A informação é direcionada a gestores de ativos interessados em estratégias para melhorar a liquidez de ativos não explorados.
- A FlexFunds oferece um programa de securitização de ativos que gera liquidez para ativos não explorados. Para mais informações, entre em contato com nossos especialistas por meio do formulário.
Na indústria financeira atual, gestores de fundos utilizam uma ampla gama de tipos de ativos para construir estratégias abrangentes. Entre eles estão os ativos não explorados, que devem ser geridos com cuidado para garantir que seus benefícios sejam plenamente realizados.
O que entendemos por ativos não explorados?
Em um contexto institucional, ativos não explorados são ativos valiosos cujos fluxos de caixa e retornos não são plenamente aproveitados. Em outras palavras, são ativos ilíquidos ou complexos que permanecem “bloqueados” devido a barreiras estruturais.
Um exemplo conceitual são os títulos respaldados por ativos: os ativos subjacentes frequentemente são pequenos e ilíquidos e não podem ser vendidos individualmente; ao serem agrupados em instrumentos negociáveis por meio da securitização, tornam-se acessíveis ao mercado.
Tipos comuns em portfólios institucionais
Os ativos não explorados abrangem várias categorias comumente encontradas em portfólios institucionais:
- Ativos financeiros: empréstimos e diferentes formas de crédito (hipotecas, crédito corporativo, financiamento de veículos, saldos de cartão de crédito, etc.) que podem ser agrupados em títulos respaldados por ativos.
- Contas a receber e dívidas comerciais: faturas pendentes que geram fluxos de caixa futuros, tradicionalmente mantidas fora dos mercados primários.
- Ativos intangíveis: royalties, patentes, licenças ou direitos autorais (como receitas de música ou patentes), cujos fluxos futuros podem ser securitizados.
- Imóveis e receitas de aluguel: propriedades comerciais ou seus fluxos de aluguel (por exemplo, via CMBS). A securitização desses fluxos permite aos gestores estruturar esses ativos em formatos investíveis sem exigir propriedade direta dos imóveis subjacentes.
Por que permanecem não explorados
Esses ativos não explorados enfrentam principalmente restrições de liquidez e barreiras de mercado.
Quando não existe um mercado ativo onde possam ser negociados, qualquer tentativa de venda pode impactar significativamente o preço. Transações de grande volume envolvendo ativos ilíquidos tendem a gerar spreads de compra e venda muito amplos, tornando a operação mais cara.
Além disso, a ausência de preços de referência dificulta a avaliação: sem cotações frequentes, o ativo pode ser subavaliado devido à baixa visibilidade.
Como resultado, uma parte significativa do capital permanece “bloqueada” nesses ativos, sem uma forma eficiente de realocação sem sacrificar retornos.
A complexidade legal e operacional também representa uma barreira adicional. Muitos desses ativos estão sujeitos a regulamentações específicas ou acordos contratuais que restringem sua transferência. Um exemplo comum são os fundos de private equity, que geralmente impõem períodos mínimos de permanência.
Principais desafios para monetizar ativos não explorados
O problema com os ativos não explorados é que enfrentam diversos desafios quando se trata de monetização:
Restrições de liquidez e acesso limitado ao mercado
O principal desafio é converter o ativo em caixa sem distorcer o mercado. Os mercados secundários para esses ativos são limitados, o que significa que grandes volumes podem pressionar os preços para baixo.
A baixa frequência de negociação limita significativamente a liquidez, já que mercados ilíquidos tendem a apresentar spreads amplos e são particularmente sensíveis à volatilidade causada por ordens de grande volume.
Barreiras operacionais e regulatórias
Mesmo a estruturação de uma securitização envolve desafios complexos. Primeiro, é necessário cumprir requisitos legais locais, pois cada jurisdição possui regras específicas para veículos estruturados e emissão de dívida.
Também existem barreiras operacionais relevantes. Projetar um fundo ou SPV que emita valores negociáveis exige uma equipe multidisciplinar que envolva finanças, jurídico, contabilidade e tecnologia.
A gestão contínua exige acompanhamento detalhado dos fluxos de caixa por tranche de risco, além de relatórios periódicos e auditorias rigorosas.
Como a securitização transforma ativos não explorados em instrumentos bancáveis?
Para converter ativos não explorados em instrumentos bancáveis, utiliza-se a securitização de ativos, um processo realizado por empresas como a FlexFunds.
Estruturação em veículos listados e distribuíveis
A securitização agrupa ativos não explorados em um veículo de propósito específico (SPV) que emite valores listados. Nessa estrutura, os fluxos futuros dos ativos subjacentes garantem o pagamento dos títulos.
O SPV “agrupa” os ativos de acordo com o perfil de risco desejado e vende aos investidores instrumentos de dívida ou equity respaldados por eles. Em fundos privados, esses veículos normalmente são estruturados em tranches (sênior, mezzanine, júnior), cada uma com um perfil distinto de risco-retorno.
Dessa forma, são criados produtos comparáveis a títulos ou notas estruturadas negociáveis. Por exemplo, a FlexFunds permite a criação de ETPs ou notas estruturadas com ISIN próprio, listadas em bolsa e “vinculadas e respaldadas” pelo portfólio subjacente.
Benefícios: rastreabilidade, escalabilidade e acesso global
A securitização oferece diversas vantagens importantes:
Melhora a transparência (rastreabilidade)
Ao estruturar tudo em plataformas padronizadas, emissores, investidores e reguladores ganham maior visibilidade sobre os fluxos de caixa e as garantias subjacentes.
Escala o mercado
Ao fracionar o ativo em valores menores e negociáveis, facilita-se a participação de diferentes tipos de investidores institucionais. Como os ETPs podem ser listados em bolsa, esses instrumentos podem ser integrados a plataformas de intermediação financeira, facilitando a distribuição internacional de estratégias de investimento por gestores por meio de estruturas reguladas.
Acesso global ao financiamento
Ao converter ativos locais ou privados em valores padronizados, os gestores podem estruturá-los em veículos de investimento distribuíveis globalmente, aumentando a escalabilidade do portfólio e apoiando a alocação internacional por canais regulados.
O que os gestores devem considerar antes de estruturar?
Todos os gestores devem considerar diversos fatores antes de estruturar produtos listados em bolsa:
Identificação de ativos adequados para securitização
Nem todo ativo é um bom candidato. Os gestores devem selecionar ativos com fluxos de caixa previsíveis e baixa correlação com mercados públicos, pois são os que mais agregam valor.
Alinhamento com objetivos de investimento e perfil de risco
Os valores emitidos devem se encaixar na estratégia do portfólio. A securitização permite oferecer diferentes classes de risco/retorno. Como em qualquer investimento, uma due diligence rigorosa e a modelagem de cenários são essenciais para garantir que a nova emissão esteja alinhada aos objetivos institucionais e não introduza vieses indesejados no portfólio.
Para saber mais sobre os produtos da FlexFunds, entre em contato com nossos especialistas por meio do formulário de contato. A equipe está disponível para ajudá-lo em qualquer necessidade.
Fontes:
- https://www.bekafinance.com/learning/tipos-de-activos-que-se-pueden-titulizar
- https://en.wikipedia.org/wiki/Asset-backed_security
- https://thetradinganalyst.com/illiquid-assets/
- https://www.flexfunds.com/solutions/private-equity-securitizacion/
- https://alterdomus.com/insight/liquidity-in-private-markets-part-4-securitization/
- https://www.ey.com/en_us/insights/banking-capital-markets/modernizing-securitization-a-platform-for-success


