- Nesta nota, são explicados os fundamentos da assets diversification e as estratégias que os gestores costumam aplicar para implementá-la adequadamente.
- A informação é direcionada a gestores de ativos que buscam otimizar a relação risco-retorno dos portfólios de seus clientes.
- A FlexFunds oferece um programa de securitização de ativos para emitir ETP que melhoram a diversificação. Para mais informações, não hesite em entrar em contato com nossos especialistas.
As estratégias de diversificação de ativos são um princípio fundamental para gestores institucionais, pois permitem maximizar o retorno esperado ao mesmo tempo em que reduzem o risco.
Como destaca a VanEck, essa abordagem ajuda a navegar com sucesso pelos movimentos negativos do mercado ao mitigar o impacto de uma queda isolada.
Princípios fundamentais da diversificação de portfólios
A base teórica da assets diversification vem da Teoria Moderna de Portfólios. Seu princípio fundamental é que distribuir os investimentos entre diferentes classes de ativos, regiões e setores reduz o risco específico sem sacrificar a rentabilidade média esperada.
Quanto menor for a correlação entre os ativos da carteira, menor será a volatilidade global. Nas palavras da VanEck, combinar investimentos com comportamentos independentes gera portfólios significativamente mais resilientes.
Se alguns ativos caem devido a determinada conjuntura, outros podem permanecer estáveis ou até subir, amortecendo as perdas. A BlackRock reforça esse ponto ao afirmar que diversificar reduz a correlação entre os ativos, o que, por sua vez, melhora os retornos ajustados ao risco e diminui a volatilidade total.
A diversificação adequada pode reduzir o risco total da carteira para abaixo da soma dos riscos individuais. Por isso, os gestores distribuem o capital não apenas entre ativos líquidos (renda variável e renda fixa), mas também entre diferentes emissores e prazos.
Estratégias de diversificação de ativos para gestores profissionais
Além dos princípios básicos, os gestores profissionais utilizam estratégias avançadas de diversificação de ativos:
Diversificação por meio de ativos alternativos
Os gestores incorporam ativos alternativos que oferecem rendimentos pouco correlacionados com os mercados tradicionais. Nesse grupo estão os fundos de hedge (hedge funds), infraestrutura, imóveis, capital privado (private equity), entre outros.
O JP Morgan destaca que adicionar um modesto 10% de hedge funds a uma carteira (formando uma composição de 60% ações, 30% títulos e 10% hedge funds) apresentou melhor desempenho relativo do que a clássica 60/40 em mais de 70% dos últimos dez anos.
Da mesma forma, o investimento em infraestrutura global demonstrou gerar retornos consistentes e elevados. De acordo com o banco, a infraestrutura básica (energia, transporte e telecomunicações) gerou retornos anualizados de 8% a 12% em diferentes ambientes inflacionários, graças a fluxos de caixa estáveis indexados à inflação.
Dadas as altas avaliações nos mercados acionários, o capital privado é outro canal fundamental. Esse segmento oferece acesso a empresas inovadoras fora dos mercados públicos, diversificando o risco de concentração no mercado de ações.
Diversificação geográfica e setorial
Outra dimensão da diversificação avançada é a geográfica e setorial.
A diversificação geográfica consiste em alocar capital em diferentes países e regiões para reduzir riscos específicos (como instabilidade política, desvalorizações cambiais ou ciclos econômicos locais).
Já a diversificação setorial distribui os investimentos entre diferentes indústrias (tecnologia, saúde, energia, consumo etc.), de modo que choques em um setor específico possam ser compensados por outros.
A teoria de portfólios indica que distribuir investimentos entre diferentes setores e geografias mitiga o impacto de um desempenho negativo isolado.
ETP e outros instrumentos estruturados como veículos de diversificação
Os produtos listados em bolsa (ETP, na sigla em inglês) são veículos de investimento desenhados especificamente para diversificar de forma ágil.
Um ETP oferece exposição a um índice ou a uma cesta de ativos com uma única operação, reduzindo a complexidade operacional e os custos.
Segundo a FlexFunds, empresa líder na emissão de ETP, esses produtos permitem que gestores de portfólio acessem de forma unificada uma ampla variedade de ativos por meio de instrumentos estruturados listados, otimizando a diversificação sem complicações operacionais.
Graças a isso, um gestor pode combinar em sua carteira ações de vários países, títulos com diferentes prazos, commodities ou até estratégias temáticas simplesmente adquirindo o ETP adequado.
Medição e monitoramento contínuo da diversificação da carteira
A diversificação deve ser avaliada e ajustada constantemente. Para isso, os gestores institucionais utilizam ferramentas quantitativas avançadas.
Uma abordagem comum é analisar a matriz de correlações entre ativos; se as correlações aumentam (por exemplo, ações e títulos começando a se mover juntos), a carteira perde diversificação.
Também são calculadas métricas de concentração: por exemplo, o índice de Herfindahl-Hirschman (HHI) soma os quadrados das participações de cada ativo na carteira. Um HHI baixo indica um portfólio bem diversificado, enquanto valores altos revelam concentração excessiva.
Esses indicadores permitem quantificar a “saúde” da diversificação e compará-la com objetivos predefinidos.
Além das métricas matemáticas, os gestores realizam um monitoramento contínuo dos riscos. Equipes profissionais acompanham diariamente os mercados, identificam mudanças macroeconômicas relevantes e avaliam como elas afetam cada componente da carteira.
O processo inclui revisar a exposição total a fatores-chave (taxas de juros, inflação, riscos setoriais, moedas etc.) e realizar stress tests diante de cenários adversos.
Lembre-se de que, para saber mais sobre os produtos da FlexFunds que melhoram a diversificação, não hesite em entrar em contato com nossos executivos. Teremos prazer em ajudá-lo.
Fontes:
- https://www.vaneck.com/es/es/diversificacion/
- https://www.blackrock.com/mx/intermediarios/educacion/que-es-diversificacion
- https://privatebank.jpmorgan.com/latam/es/insights/markets-and-investing/tmt/beyond-the-60-40-mix-3-reasons-to-consider-alternatives
- https://www.fundssociety.com/es/noticias/etf/flex24-por-que-los-etps-son-el-as-bajo-la-manga-de-los-gestores-de-activos/


