- A seguir, detalha-se o que são os untapped assets e como podem ser transformados em liquid assets para otimizar carteiras de investimento.
- A informação é direcionada a gestores de ativos que buscam melhorar a liquidez de seus portfólios.
- A FlexFunds oferece um programa de securitização de ativos que gera liquidez para os untapped assets. Para mais informações, não hesite em entrar em contato com nossos especialistas.
Em um contexto no qual a eficiência do capital define a competitividade dos gestores de ativos, uma parte significativa do valor de muitas carteiras permanece imobilizada em untapped assets.
No entanto, os avanços em estruturação financeira permitiram transformar esses recursos em liquid assets por meio de mecanismos como a securitização.
O que são os untapped assets e por que representam uma oportunidade estratégica?
Na gestão de portfólios, os untapped assets (ativos não aproveitados) são aqueles recursos com valor potencial que permanecem subutilizados, frequentemente devido à sua baixa liquidez ou por não contarem com um veículo de investimento adequado.
Trata-se de ativos ilíquidos que geram fluxos futuros, mas que não podem ser vendidos facilmente.
Exemplos de ativos “não aproveitados” incluem contratos de arrendamento, créditos de longo prazo ou contas a receber; projetos imobiliários não vendidos; licenças, patentes ou royalties não monetizados; e parte de carteiras de investimento (ações, títulos) com baixa rotatividade.
Gerenciar eficientemente esses untapped assets é uma oportunidade estratégica porque permite aos gestores otimizar a rotação do capital e potencializar a rentabilidade de suas carteiras.
Ao liberar o valor interno desses ativos (por exemplo, por meio da emissão de títulos lastreados em fluxos futuros), melhora-se a eficiência global do portfólio e obtém-se financiamento adicional para novos projetos.
O valor dos liquid assets na arquitetura de uma estratégia escalável
Os liquid assets são instrumentos financeiros negociáveis em mercados líquidos, capazes de ser comprados e vendidos rapidamente sem impacto significativo no preço.
Seu papel em uma estratégia escalável é crucial, pois facilitam que uma carteira de investimento cresça e seja distribuída de forma eficiente.
Por meio de processos como a securitização, realizada por empresas como a FlexFunds, os untapped assets podem ser convertidos em liquid assets sem complicações.
O procedimento pega esses ativos e os transforma em produtos listados em bolsa (ETP, na sigla em inglês) que possuem seu próprio código ISIN/CUSIP para poderem ser negociados a partir de qualquer conta de corretagem.
Ao empacotar a estratégia em valores listados, a comercialização se simplifica significativamente (uma única ordem de compra em bolsa, em vez de negociar cada ativo individualmente), abrindo acesso a mercados globais.
Vantagens operacionais e estratégicas de estruturar liquid assets
A securitização de ativos que transforma untapped assets em liquid assets oferece aos gestores de ativos múltiplos benefícios:
- Liquidez e liberação de capital: os gestores obtêm recursos frescos ao converter ativos imobilizados em títulos negociáveis. Isso cria liquidez para os originadores, que buscam gerar alpha enquanto expandem o alcance de seus investidores.
- Acesso a investidores globais: veículos de investimento listados em bolsas internacionais permitem atrair capital além da base local. Assim, o gestor pode alcançar plataformas de private banking e fundos internacionais de forma simples.
- Negociação simplificada e transparência: converter uma estratégia em um ETP faz com que a comercialização se reduza a uma simples transação em um mercado secundário. Os investidores visualizam o valor patrimonial líquido (NAV) do veículo publicado em sistemas como Bloomberg e obtêm exposição aos fluxos subjacentes com total transparência de custo e risco.
- Estruturas custo-eficientes: ao eliminar intermediários desnecessários, os veículos securitizados costumam ser mais baratos do que alternativas tradicionais. Por exemplo, a FlexFunds oferece ETP com custos de estruturação e manutenção que podem ser, em muitos casos, menos da metade de outras alternativas da indústria.
Securitização: a ferramenta-chave para a conversão estrutural
A securitização de ativos é o processo financeiro que permite passar dos untapped assets originais para liquid assets negociáveis.
Em termos simples, implica reagrupar os ativos subjacentes (por exemplo, hipotecas, arrendamentos, contas a receber, projetos imobiliários) em um veículo de propósito específico (SPV).
Esse SPV, normalmente uma entidade independente, emite títulos que são garantidos pelos fluxos de caixa ou pelo colateral desses ativos.
O processo funciona assim: o gestor seleciona um conjunto de ativos de sua carteira e os transfere ao SPV, separando-os legalmente de seu balanço. O SPV então emite um valor mobiliário negociável cuja rentabilidade e risco dependem exclusivamente dos ativos subjacentes.
Dessa forma, mesmo que a empresa originadora enfrente problemas de liquidez ou falência, os ativos securitizados permanecem isolados para respaldar o instrumento emitido.
FlexFunds e seu modelo de emissão de veículos de investimento listados
A FlexFunds é uma empresa especializada em securitização de ativos que facilita esse processo de forma integral.
Seu modelo envolve coordenar todas as etapas, desde o desenho até a listagem do veículo de investimento (ETP).
A FlexFunds ajuda o gestor a empacotar sua estratégia em um “produto Flex” (uma nota estruturada), atuando como intermediário entre a origem dos ativos e os mercados de capitais.
O resultado é um ativo listável (bankable asset) que pode ser negociado globalmente. A FlexFunds costuma utilizar um SPV irlandês como emissor, desenvolvendo ETP cujo lastro é a carteira subjacente do cliente.
Na FlexFunds, oferecemos um serviço completo: analisamos os ativos, estruturamos o ETP, coordenamos os prestadores de serviços (custódia, auditoria, brokers) e garantimos a publicação diária do valor patrimonial líquido (NAV) em plataformas como Bloomberg ou Six Financial.
Resultado na prática: benefícios concretos para gestores na América Latina
Na América Latina já existem casos emblemáticos. Empresas de energia e infraestrutura securitizaram ativos como contas a receber de projetos, obtendo financiamento para desenvolvimentos greenfield.
Por exemplo, a S&P destaca que essas estruturas permitiram financiar rodovias, linhas de metrô e usinas elétricas com fluxos futuros, “proporcionando uma plataforma para acessar investidores nos mercados internacionais de dívida quando as emissões eram grandes demais para os mercados locais”.
Graças à securitização, esses projetos diversificaram suas fontes de financiamento e atraíram capital estrangeiro em um contexto em que o crédito local é limitado.
Em definitiva, as vantagens práticas são:
- Liquidez imediata: obter recursos frescos sem vender o negócio, simplesmente emitindo o veículo.
- Diversificação de fontes: financiar-se não apenas com bancos locais, mas também por meio de investidores internacionais.
- Escalonamento de estratégias: alcançar uma base global de investidores e, consequentemente, expandir o fundo gerido.
Para saber mais sobre os produtos da FlexFunds, não hesite em entrar em contato com nossos executivos. Teremos prazer em ajudá-lo.
Fontes:
- https://www.ebc.com/es/forex/118502.html
- https://www.flexfunds.com/es/solutions/como-se-realiza-un-proceso-de-titulizacion-con-flexfunds/
- https://www.flexfunds.com/es/solutions/asset-securitization-que-activos-se-pueden-titulizar/
- https://www.comparables.ai/articles/unveiling-hidden-potentials-uncovering-undervalued-assets-in-company-valuations


