- A diversificação se consolida como uma resposta-chave diante da incerteza na economia global.
- Portfólios mais diversificados tendem a ser mais resilientes em cenários adversos, e os gestores de ativos compreenderam essa dinâmica. Os veículos de investimento listados em bolsa (ETP) ganharam destaque como ferramentas eficientes para diversificar portfólios.
- Modelos como o da FlexFunds ampliam o acesso a estratégias globais sofisticadas por meio de veículos estruturados sob medida. Para mais informações, não hesite em entrar em contato com nosso grupo de especialistas.
A diversificação de ativos consolidou-se como uma das principais ferramentas para mitigar riscos em um ambiente marcado por tensões geopolíticas, ciclos monetários incertos e alta sensibilidade dos mercados aos dados macroeconômicos.
Para os gestores de ativos, acessar uma combinação equilibrada de renda fixa, ações, commodities e ativos alternativos em escala global tornou-se fundamental para preservar e otimizar o capital.
Atualmente, estruturas como os Fundos Listados em Bolsa (ETP) e outros veículos flexíveis permitem que os gestores integrem ativos globais aos seus portfólios, reduzindo riscos em ciclos de elevada incerteza.
A FlexFunds, fornecedora líder para gestores de ativos no desenho e emissão de veículos de investimento (ETP), compartilha as chaves para a construção de um portfólio diversificado diante dos desafios que se aproximam em 2026. A plataforma da FlexFunds ajuda a diversificar portfólios ao transformar diferentes estratégias e ativos em ETP listados, líquidos e personalizados, facilitando a incorporação de novas exposições de forma simples e eficiente.
Diversificar portfólios
Uma diversificação eficaz consiste em distribuir o portfólio entre diferentes classes de ativos e, ao mesmo tempo, diversificar dentro de cada uma delas.
Busca-se integrar, por exemplo, diferentes ações (por setores ou países), diferentes títulos de renda fixa (prazos e emissores) e diferentes commodities por meio de distintos instrumentos que oferecem exposição a esses ativos.
A alocação de ativos evoluiu além do modelo 60/40 e, nesse contexto, não existe uma fórmula única para estruturar um portfólio dentro de um universo de possibilidades, de acordo com o perfil de risco.
Em uma análise da IG, propõe-se que, para um perfil conservador, 80% da carteira seja diversificada em títulos de renda fixa e 20% em investimentos de curto prazo, priorizando a preservação do capital.
O perfil balanceado distribui o risco de forma mais equilibrada, com 44% em renda fixa, 42% em ações estrangeiras, 5% em títulos locais, 5% em commodities e 4% em investimentos de curto prazo.
O perfil agressivo aposta quase totalmente no crescimento, com 69% em ações estrangeiras, 17% em renda fixa, 9% em ações locais e 5% em commodities.
A IG detalha que portfólios mais conservadores tendem a oferecer retornos menores, mas também quedas mais limitadas.
Por sua vez, os mais arriscados apresentam melhor desempenho em fases de crescimento, embora sofram mais em períodos de recessão.
O portfólio balanceado posiciona-se em um ponto intermediário justamente graças à diversificação.
Em um ambiente de alta incerteza, distribuir o risco entre ativos, setores e geografias tornou-se uma prioridade para os gestores.
“Diversificar ajuda a reduzir a correlação dos ativos nos quais se investe, o que possibilita melhorar os retornos e reduzir a volatilidade de um portfólio”, segundo um documento do gestor de investimentos BlackRock.
O documento explica que a diversificação pode ser feita entre diferentes classes de ativos, entre distintos setores econômicos ou combinando ativos e setores de diferentes geografias para enfrentar melhor os choques de mercado.
A experiência dos últimos anos demonstrou que concentrar portfólios em uma única região, moeda ou classe de ativo amplia a exposição a choques externos.
Por outro lado, estruturas de investimento mais flexíveis podem contribuir para amortecer a volatilidade, aproveitar oportunidades táticas e reduzir a dependência de um único ciclo econômico.
O papel dos ETP
Os ETP facilitam a diversificação ao concentrar, em um único instrumento, uma cesta de ativos que pode abranger diferentes classes, setores e geografias.
Dessa forma, reduzem o risco específico e a dependência de um único mercado, ao mesmo tempo em que oferecem flexibilidade e acesso eficiente a estratégias globais.
Esse tipo de instrumento caracteriza-se por replicar o desempenho de um índice de referência, como o S&P 500, ou de outros ativos subjacentes, sendo negociado em bolsa como se fossem ações.
Embora não se espere que um ETP tenha desempenho superior ao do ativo subjacente que replica, ele pode ser uma alternativa mais eficiente e conveniente do que a negociação direta, segundo um documento publicado por analistas da IG.
Os ETP se posicionaram como um caminho eficiente para implementar estratégias internacionais sem operar diretamente em múltiplos mercados.
De acordo com a instituição financeira BBVA, os ETP “não impõem valores mínimos de investimento nem encargos de amortização antecipada”.
Outra das principais vantagens é que os ETP oferecem exposição a mercados aos quais não é fácil acessar por meio de canais tradicionais.
“Em alguns casos, os ETP representam a única forma de obter exposição a determinados mercados subjacentes que não estão disponíveis por meio dos canais de negociação tradicionais, como, por exemplo, ações exóticas ou índices”, afirma o artigo da IG.
Diferentes estratégias
Os ETP abrangem diferentes estratégias de diversificação de acordo com o ativo subjacente que buscam replicar.
Enquanto os ETP de renda fixa se concentram em títulos de dívida e costumam atrair fluxos em momentos de maior aversão ao risco, os ETP de moedas permitem obter exposição ao mercado cambial e replicar o desempenho de uma moeda específica.
Também existem ETP alavancados, desenvolvidos para amplificar movimentos de mercado no curto prazo, com um risco consideravelmente mais elevado.
O modelo da FlexFunds e a ampliação da diversificação regional
A FlexFunds oferece um programa de securitização de ativos para o desenvolvimento de ETP e para ajudar gestores de ativos a otimizar suas operações.
O modelo da FlexFunds concentra-se na estruturação de ETP desenhados sob medida, que replicam estratégias de gestores internacionais e as tornam acessíveis a investidores offshore, ou seja, não norte-americanos, sob o arcabouço da Regulation S.
Essa abordagem permite que investidores institucionais, family offices e grandes patrimônios na América Latina acessem estratégias globais sofisticadas sem a necessidade de operar diretamente em múltiplas jurisdições ou estruturas complexas.
No caso dos gestores de ativos, os ETP estruturados sob medida permitem canalizar uma estratégia internacional — integrando renda variável, instrumentos de dívida e commodities — em um único veículo.
A diversificação eficaz busca combinar ativos com baixa correlação para estabilizar os resultados do portfólio.
Dessa forma, é possível alcançar uma alocação diversificada entre ativos, setores e regiões sem a complexidade de gerenciar múltiplos mercados.
Essas estruturas permitem empacotar estratégias internacionais — desde dívida soberana e corporativa até renda variável, commodities ou estratégias alternativas — em instrumentos negociados como valores tradicionais, mas com uma lógica de alocação global.
O atrativo desses veículos está na capacidade de simplificar o acesso a mercados internacionais, reduzindo fricções operacionais e permitindo que os investidores ajustem sua exposição de forma ágil diante de mudanças no ambiente financeiro global.
Nesse contexto, os ETP de ativos digitais atingiram um recorde histórico de US$ 218,1 bilhões em ativos sob gestão no mundo ao final de setembro de 2025, após crescerem 6,3% e acumularem três meses consecutivos acima de US$ 200 bilhões, de acordo com dados da empresa Fineqia.
Diversificação como estratégia em ciclos de alta incerteza
Em ciclos de elevada incerteza, a diversificação deixa de ser um conceito defensivo e passa a se tornar uma estratégia ativa de gestão de risco.
A combinação de ativos com diferentes correlações pode ajudar a estabilizar os retornos e suavizar a volatilidade do portfólio.
Para os gestores latino-americanos, contar com veículos flexíveis que facilitem esse acesso global representa uma vantagem estratégica em um ambiente no qual os choques externos continuarão sendo uma constante em 2026.
Mais do que buscar retornos extraordinários no curto prazo, o foco está na construção de portfólios resilientes, capazes de se adaptar a diferentes cenários macroeconômicos e financeiros. Se quiser conhecer mais detalhes, você pode entrar em contato com um de nossos representantes, e atenderemos à sua necessidade específica.
Fontes:
- https://www.ig.com/es/estrategias-de-trading/-que-es-un-producto-negociado-en-bolsa–etp–0-190204
- https://www.ig.com/en/trading-strategies/how-to-diversify-your-portfolio-200807
- https://www.bbva.com/es/trading-etps-aprende-bbva-trader/
- https://fineqia.com/reasearch-article?id=september-2025-etp-monthly-report-global-digital-asset-based-exchange-traded
- https://www.blackrock.com/cl/educacion/que-es-diversificacion


