- Os ETP consolidam sua presença como veículos listados para exposições diversificadas. A volatilidade global impulsiona sua adoção entre gestores e investidores institucionais.
- Estruturas mais ágeis e eficientes explicam o maior uso de ETP e do subgrupo dos ETN.
- A FlexFunds oferece soluções de securitização para emitir ETP que facilitam a distribuição internacional de carteiras de fundos em plataformas de private banking.
Os ETP têm ganhado protagonismo nos mercados globais como veículos cada vez mais utilizados para acessar uma ampla gama de exposições financeiras, em um contexto de maior demanda por estruturas listadas mais flexíveis e especializadas
Os gestores de ativos buscam diversificar sua exposição em um ambiente de alta incerteza devido à guerra comercial, bem como à fraqueza global do dólar e ao diferencial de juros dos mercados emergentes, que alimenta o apetite por risco
Em meio à busca por diversificação das carteiras, as tendências de uso apontam não apenas para diferentes geografias, mas também para a obtenção de exposição a distintas classes de ativos.
Os gestores concentram-se em integrar uma diversidade de ativos, como ações, títulos, commodities ou índices, que lhes permitam se proteger diante da adversidade.
Os ETP facilitam o acesso eficiente a diferentes geografias e classes de ativos. Permitem uma gestão mais flexível do risco e dos portfólios.
Nesse contexto, os ETP ajudam a ajustar a exposição ao risco, aproveitar diferenciais de juros e construir proteções contra cenários adversos
Esses instrumentos permitem que gestores e investidores acessem, de forma rápida, líquida e listada, diferentes geografias e classes de ativos, sem a necessidade de operar diretamente em cada mercado.
Nesse cenário, a FlexFunds analisa que a crescente adoção de ETP e ETN também reflete a busca por estruturas mais eficientes para empacotar e distribuir estratégias de investimento nos mercados globais.
Plataformas especializadas que operam sob esquemas de securitização ganharam relevância ao permitir o lançamento de veículos listados em prazos mais curtos. Além disso, com menores custos operacionais e maior flexibilidade na composição de portfólios, inclusive combinando ativos líquidos e ilíquidos.
Esse tipo de solução também facilita o acesso a redes internacionais de custódia e negociação, ampliando o alcance de gestores, assessores e instituições financeiras diante das limitações de veículos tradicionais.
O grupo dos ETP
Os produtos negociados em bolsa (ETP, na sigla em inglês) abrangem uma série de instrumentos financeiros que buscam replicar o desempenho de uma cesta específica de ativos.
Esse tipo de instrumento pode oferecer exposição a um determinado índice acionário, a moedas ou a commodities, tentando replicar seu desempenho.
Os ETP reúnem diferentes tipos de investimentos e são negociados nos mercados de ações, assim como as ações.
Dentro do amplo espectro dos ETP, podem ser diferenciadas distintas categorias, como os fundos negociados em bolsa (ETF), as commodities negociadas em bolsa (ETC) e as notas negociadas em bolsa (ETN).
Os ETN, especificamente, “são emitidos por bancos e, em geral, dependem do valor de crédito da entidade emissora”, de acordo com a instituição financeira BBVA
Os ETP e ETN tornaram-se ferramentas-chave para navegar em mercados voláteis. A volatilidade acelerou o uso de produtos listados como via de diversificação.
Características dos ETN
Os ETP expandiram-se com força nos mercados globais como veículos listados que facilitam o acesso a múltiplos ativos e estratégias.
Dentro desse grupo, os ETN ganharam espaço em exposições específicas e mais complexas, impulsionados pela demanda por flexibilidade e diversificação em um ambiente de maior sofisticação financeira.
Para citar um exemplo, os ETF adquirem os ativos do índice que replicam, concedendo uma participação indireta nesses valores dentro das carteiras de investimento.
Já os ETN são títulos de dívida e operam de forma semelhante aos títulos, fornecendo financiamento a quem os emite.
Basicamente, funcionam como uma promessa de pagamento do emissor (geralmente um banco), que se compromete a entregar a rentabilidade do índice.
Por meio de um ETN, adquire-se a dívida da instituição financeira, e não a propriedade do ativo subjacente que se busca replicar.
Ao final do ciclo, os ETN proporcionam um pagamento único proveniente da variação entre o preço de compra e o de venda do ativo subjacente, descontadas as comissões, segundo artigo do Business Insider.
O principal benefício dos ETN é que podem oferecer acesso a ativos menos comuns, como moedas, ou a mercados novos, como economias emergentes.
Em síntese, os ETN também permitem replicar um índice e capturar seu desempenho no vencimento, sem a necessidade de adquirir os ativos subjacentes, com negociação direta nos mercados de bolsa.
Os principais riscos concentram-se na solvência do emissor, bem como no desempenho do índice que buscam replicar, conforme explica a Investopedia.
O IG explica em uma publicação em seu blog que, “como os ETN não são garantidos por nenhuma garantia real, você pode perder parte ou a totalidade do seu capital se o emissor não puder cumprir sua dívida”.
Crescimento do mercado
Os ativos investidos em ETF, considerados o produto negociado em bolsa mais popular, alcançaram um recorde de US$ 19,85 trilhões no mundo ao final de dezembro, de acordo com relatório da consultoria e empresa de pesquisa ETFGI.
Dessa forma, superou-se o recorde anterior de US$ 19,44 trilhões registrado em novembro de 2025.
“Os 10 principais ETP por novos ativos líquidos reuniram coletivamente US$ 3,18 bilhões em dezembro”, segundo a ETFGI.
Em um contexto desafiador, os investidores também estão reconfigurando sua exposição por meio dos fundos negociados em bolsa.
Os gestores buscam liquidez, flexibilidade e acesso global em um único veículo. Em cenários incertos, a estrutura importa tanto quanto o ativo.
Os investidores reforçaram sua exposição aos mercados emergentes por meio de ETF, que acumulam 15 semanas consecutivas de entradas líquidas, totalizando US$ 42,8 bilhões, segundo a Bloomberg.
Apenas na semana encerrada em 30 de janeiro, os ETF de mercados emergentes listados nos Estados Unidos captaram US$ 6,5 bilhões. Com isso, os fluxos acumulados no ano somam US$ 24,9 bilhões.
Dentro do mercado de produtos negociados em bolsa, a FlexFunds posicionou-se como fornecedora de ETP que permitem acessar, por meio de instrumentos listados, diferentes estratégias e exposições financeiras.
A FlexFunds simplifica o processo de criação e emissão de veículos de investimento, convertendo qualquer tipo de ativo, líquido ou ilíquido, em bankable assets.
Essa abordagem responde à crescente demanda global por veículos mais flexíveis, líquidos e especializados. Essa tendência pode continuar ganhando força em um ambiente de maior volatilidade, no qual os investidores buscam diversificar riscos e otimizar a alocação de capital.
Para mais informações, não hesite em entrar em contato com nosso grupo de especialistas.
Fontes:
- https://www.bbva.com/es/trading-etps-aprende-bbva-trader/
- https://www.businessinsider.com/personal-finance/investing/what-is-an-etn
- https://www.investopedia.com/terms/e/etn.asp
- https://www.ig.com/en-ch/trading-strategies/what-is-an-etp-and-how-can-you-trade-or-invest–230126
- https://etfgi.com/news/press-releases/2026/01/etfgi-reports-assets-global-etf-industry-hit-record-us1985-trillion
- https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-02-02/emerging-market-etfs-rise-for-15th-week-in-42-8-bln-streak


