- A assetização transforma ativos ou fluxos de receita em instrumentos negociáveis. A securitização é o mecanismo que permite isso ao agrupar ativos e emitir valores respaldados por seus fluxos para os investidores.
- Ao converter ativos ilíquidos em valores negociáveis, a securitização melhora a alocação de capital nos mercados.
- Plataformas como a FlexFunds facilitam esse processo ao emitir veículos de investimento respaldados por diferentes tipos de ativos.
A busca por liquidez, diversificação e exposição a diferentes classes de ativos levou os gestores de ativos a considerar a assetização em um ambiente de alta incerteza.
Empresas, bancos e gestores de ativos utilizam essas estruturas para monetizar ativos que tradicionalmente eram pouco líquidos.
A transformação de ativos em instrumentos financeiros negociáveis tornou-se uma das tendências mais visíveis nos mercados de capitais globais, abrindo as portas para um negócio bilionário.
Esse processo, conhecido como assetização, permite converter ativos ou fluxos de receita em valores que podem ser comprados e vendidos entre investidores por meio de processos como a securitização.
Após as lições aprendidas na crise financeira global do início do século, a regulamentação em torno desses instrumentos permitiu que eles se posicionassem no horizonte dos gestores de ativos globalmente como alternativa.
“Os mercados de securitização continuam sendo uma ferramenta importante do sistema financeiro global”, segundo um relatório do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), com sede em Basileia.
A assetização transforma ativos ilíquidos em instrumentos financeiros negociáveis para investidores.
O documento, publicado por especialistas do Financial Stability Institute do BIS, destaca que a securitização permite às instituições financeiras obter liquidez, transferir riscos e otimizar o uso do capital.
Em particular, “ao converter ativos ilíquidos em valores negociáveis, a securitização tradicional facilita a alocação eficiente do capital, apoia a intermediação financeira e contribui para o crescimento econômico”.
O III Relatório Anual do Setor de Securitização de Ativos da FlexFunds e da Funds Society mostra que 80% dos gestores de investimento veem alto potencial na securitização, destacando sua capacidade não apenas de converter ativos ilíquidos em instrumentos negociáveis, mas também de diversificar riscos em um contexto como o atual, marcado pela guerra comercial e pelas tensões no Oriente Médio.
Apesar dos desafios regulatórios, as perspectivas para a securitização são descritas como altamente positivas e promissoras, de acordo com o III Relatório Anual do Setor de Securitização de Ativos 2025-2026.
O desenvolvimento do mercado deu origem ao surgimento de novas plataformas especializadas na estruturação desses instrumentos financeiros.
Particularmente, a FlexFunds se posiciona como um parceiro para gestores de ativos globais ao facilitar a emissão de valores respaldados por diferentes tipos de ativos.
A FlexFunds, por meio de seus ETPs, facilita a distribuição de estratégias de investimento, permitindo acesso ágil e eficiente a múltiplos canais de private banking internacional.
Particularmente, o programa de securitização de ativos da FlexFunds reduz prazos e custos, adaptando-se ao perfil do gestor. Entre suas soluções, destacam-se:
O FlexPortfolio permite oferecer estratégias de investimento por meio de ETPs como uma alternativa mais eficiente aos fundos convencionais.
O Flex Private Program oferece a grandes clientes a possibilidade de administrar seu próprio emissor exclusivo de ETPs, com maior flexibilidade e personalização.
E o FlexFeeder permite securitizar participações em fundos privados e convertê-las em títulos listados para facilitar sua distribuição global.
Plataformas como a FlexFunds simplificam a emissão de veículos de investimento respaldados por diferentes ativos.
Um mercado que supera US$7 trilhões
O crescimento do mercado de valores respaldados por ativos (asset-backed securities, em inglês) reflete a expansão dentro das estratégias dos gestores de ativos e investidores globais.
Segundo estimativas da consultoria Precedence Research, o mercado global de asset-backed securities (ABS) atingiu cerca de US$7,30 trilhões em 2025, e suas projeções indicam que pode crescer até US$7,71 trilhões em 2026
O avanço responde à demanda por instrumentos estruturados que ofereçam diversificação tanto de ativos quanto geográfica, em um momento em que a obtenção de liquidez é priorizada.
Além disso, está relacionado à busca por “uma gestão eficiente do capital por parte das instituições financeiras”, segundo o relatório.
A consultoria explica que o crescimento também está vinculado ao interesse dos investidores por “títulos de renda fixa” com fluxos de caixa relativamente estáveis.
“Os avanços tecnológicos nas plataformas de securitização, os modelos aprimorados de avaliação de risco de crédito e as mudanças regulatórias contribuem para maior confiança e transparência no mercado”, destaca o relatório da Precedence Research.
Como funciona a assetização
Na prática, por meio da assetização, os emissores agrupam diferentes tipos de ativos que geram fluxos de caixa futuros em uma estrutura financeira. Em seguida, esses ativos são transformados em títulos que podem ser vendidos a investidores.
A assetização pode ser aplicada a uma ampla variedade de ativos, explica a FlexFunds. Entre eles destacam-se ações e títulos, commodities e derivativos financeiros, como futuros ou opções. Nesses casos, o valor do instrumento é respaldado pelos fluxos ou contratos vinculados a esses ativos.
A securitização pode inclusive se estender a ativos intangíveis, como propriedade intelectual, cujas receitas futuras podem vir de royalties ou direitos de uso.
Outra categoria frequente inclui empréstimos e contratos financeiros que geram fluxos de caixa que servem como respaldo para investidores que adquirem os valores estruturados.
Esse modelo permite às instituições liberar capital e melhorar sua liquidez. Ao mesmo tempo, os investidores obtêm acesso a instrumentos respaldados por fluxos de receita específicos.
A assetização permite que empresas e gestores acessem fontes de financiamento alternativas e diversificadas. Facilita a transferência de riscos e melhora a gestão de crédito nos balanços financeiros.
Evolução no mercado
O universo de ativos que podem ser assetizados expandiu-se significativamente nos últimos anos, diante da digitalização e da evolução das infraestruturas do mercado financeiro.
De modo geral, a inovação financeira tem sido um motor importante para o crescimento desse mercado. Como consequência, o desenvolvimento de novas estruturas e plataformas reduziu as barreiras para a emissão de valores respaldados por ativos. Isso permitiu que mais gestores de investimento explorassem a assetização como ferramenta de financiamento.
O mercado tem visto a entrada de portfólios imobiliários, participações em fundos privados, estratégias de investimento alternativas e projetos de infraestrutura. Essa evolução abriu espaço para novas oportunidades para gestores de investimento.
Mudanças na estratégia de investimento
O crescimento dos valores respaldados por ativos reflete mudanças nas estratégias globais de investimento. Em um contexto de volatilidade e taxas de juros elevadas, muitos gestores buscam instrumentos com fluxos de caixa previsíveis.
A assetização também pode ampliar o acesso a determinados ativos que tradicionalmente estavam reservados a grandes investidores. Por exemplo, algumas estratégias alternativas ou portfólios privados exigiam altos valores de investimento. Ao serem estruturados como valores negociáveis, esses ativos podem ser distribuídos de forma mais ampla.
A digitalização ampliou a assetização, abrindo novas fontes de financiamento e acesso a investimentos, mas exige maior transparência e rigor regulatório.
Desafios para o mercado
Apesar do crescimento do setor, a assetização também enfrenta desafios a serem considerados.
Um dos principais é garantir a transparência sobre os ativos que respaldam cada instrumento. Quando os instrumentos combinam múltiplos tipos de ativos, a análise de risco torna-se mais sofisticada e necessária.
Por essa razão, as boas práticas de estruturação e regulamentação continuam sendo fundamentais.
Do ponto de vista regulatório, o Banco de Compensações Internacionais destaca que qualquer revisão dos marcos de securitização deve ser realizada com cautela. Explica que, embora as reformas possam impulsionar a competitividade e o crescimento, é fundamental preservar os objetivos regulatórios estabelecidos após a crise financeira global.
“Qualquer mudança deve ser realizada por meio de um esforço coordenado em nível global, a fim de garantir a coerência normativa, minimizar o risco de arbitragem e manter normas prudenciais sólidas e condições equitativas entre os participantes do mercado”, explica.
Para saber mais sobre as soluções da FlexFunds e como podem ajudar a ampliar a distribuição de sua estratégia de investimento e sua base de clientes, entre em contato com um de nossos especialistas.
Fontes:
- https://flexfunds.com/es/solutions/asset-securitization-que-activos-se-pueden-titulizar/
- https://www.precedenceresearch.com/asset-backed-securities-market
- https://www.bis.org/fsi/publ/insights71_summary.pdf


