- Neste artigo, explica-se o que são as alternative investments e como permitem que os gestores de ativos otimizem seus portfólios.
- A informação é direcionada a gestores de ativos interessados em conhecer estratégias para ir além das tradicionais ações e títulos negociados em bolsa.
- A FlexFunds oferece um programa de securitização de ativos que gera liquidez para os investimentos alternativos. Para mais informações, não hesite em entrar em contato com nossos especialistas.
As alternative investments (investimentos alternativos) vêm ganhando cada vez mais protagonismo na indústria financeira global, principalmente pelos múltiplos benefícios de diversificação e otimização de carteiras que proporcionam.
O que são as alternative investments e por que ganham relevância em ambientes complexos?
Definição e principais categorias
Os investimentos alternativos agrupam ativos fora do espectro convencional de títulos, ações ou caixa.
Em geral, o termo refere-se a uma ampla variedade de veículos: capital privado (private equity e venture capital), fundos de hedge (hedge funds), infraestrutura, ativos imobiliários, commodities, dívida privada e até ativos digitais.
Esses ativos eram historicamente reservados a grandes investidores institucionais, mas atualmente estão mais acessíveis por meio de fundos especializados. Seu principal atrativo está na diversificação: oferecem fontes de retorno e risco diferentes das dos mercados públicos.
Por essa razão, as alternative investments globais já superam hoje USD 25 trilhões em ativos sob gestão, e projeta-se que possam alcançar USD 30 trilhões até 2030.
Alternative investments frente aos investimentos convencionais
Diferentemente dos ativos convencionais, os alternativos costumam ser menos líquidos. Um fundo de private equity pode investir em empresas não listadas com horizontes de 5 a 10 anos, enquanto uma ação é negociada diariamente.
Os investimentos convencionais (renda fixa e renda variável) oferecem liquidez imediata e seguem índices de mercado, mas seu potencial de rentabilidade pode ser limitado em ambientes de juros baixos; em contraste, os alternativos normalmente envolvem maior risco (e maiores taxas), mas buscam retornos ajustados ao risco superiores.
Como destaca a PIMCO, enquanto o caixa apresenta o menor risco, a renda variável e os ativos alternativos possuem perfis de risco mais elevados, embora em contrapartida ofereçam maior potencial de valorização no longo prazo.
Na prática, os ativos alternativos costumam situar-se em um ponto intermediário entre renda fixa e renda variável em termos de perfil risco-retorno. Seu comportamento histórico reflete menor correlação com os mercados convencionais, o que permite utilizá-los como ferramenta de diversificação, especialmente em contextos voláteis ou de juros baixos.
Alternative investments: vantagens na gestão institucional
Diversificação de risco e retorno ajustado
Uma das principais vantagens dos alternativos é sua contribuição com fluxos de rendimento próprios e diversificados. Ao investir em imóveis, infraestrutura ou dívida privada, por exemplo, os portfólios recebem receitas recorrentes (aluguéis, dividendos de infraestrutura, juros de empréstimos) menos ligadas às oscilações do mercado acionário.
Os veículos de investimento alternativo podem complementar a clássica carteira 60/40, pois proporcionam renda, diversificação e acesso a tendências estruturais de crescimento. Por isso, são considerados potenciais geradores de alpha: em contextos de sobrevalorização ou alta volatilidade, contribuem para gerar retornos com baixa correlação em relação aos mercados de renda variável ou dívida pública.
Acesso a classes de ativos com menor correlação
Os alternativos oferecem acesso a classes de ativos únicas com baixa correlação com ações e títulos. Isso significa que seu comportamento não segue estritamente as tendências do mercado público.
Investir em um porto logístico ou em linhas de transmissão elétrica (infraestrutura), por exemplo, tende a apresentar movimentos distintos dos das ações; algo semelhante ocorre com commodities ou criptomoedas em comparação com os índices tradicionais.
Os desafios operacionais e de distribuição das alternative investments
Liquidez, compliance e acesso internacional
Muitos desses veículos são menos líquidos: fundos de private equity ou infraestrutura costumam ter longos períodos de investimento e não possuem cotação diária, o que dificulta a saída rápida diante de necessidades de caixa.
Em segundo lugar, o cumprimento regulatório (compliance) é mais rigoroso, especialmente na América Latina, devido aos riscos de lavagem de dinheiro associados a grandes volumes de capital e estruturas complexas.
As estruturas privadas na América Latina exigem processos de compliance mais rigorosos, especialmente no que se refere a KYC/AML, devido à sua complexidade operacional e diversidade regulatória.
O acesso internacional é outro desafio. Os mercados locais de alternativos costumam ser isolados. Embora os gestores desejem captar capital global, existem barreiras regulatórias e de custódia.
Na América Latina, a adoção de veículos listados para estruturar investimentos alternativos ainda é limitada. Embora haja avanços, o volume de ativos nesse tipo de estrutura ainda representa uma fração marginal em comparação com os mercados mais desenvolvidos. As diferenças regulatórias entre países também dificultam a padronização operacional e a distribuição transfronteiriça.
Limitações estruturais nos mercados da América Latina
As particularidades da América Latina agravam esses desafios. O mercado de fundos alternativos institucionais na região é relativamente pequeno: estima-se que o Brasil concentre quase metade desses ativos, enquanto o restante da América Latina soma pouco mais da outra metade.
Na maioria dos países, não existem veículos listados típicos (como ETFs ou similares) destinados a ativos alternativos. Isso resulta em uma base de investidores restrita e em dificuldades para escalar estratégias. Além disso, a infraestrutura financeira regional carece de interoperabilidade, pois as culturas de investimento são fragmentadas e os canais de distribuição tendem a ser muito locais.
Como estruturar alternative investments em veículos listados?
O papel da securitização na institucionalização do ativo
A securitização de ativos é um mecanismo fundamental para levar os alternativos aos mercados formais. Consiste em empacotar um conjunto de ativos (por exemplo, uma carteira de empréstimos privados ou de imóveis) e transformá-los em valores mobiliários negociáveis. Esse processo “torna esses ativos mais acessíveis e internacionaliza sua distribuição”, segundo a FlexFunds, empresa líder em securitização de ativos.
A securitização é essencial para institucionalizar o ativo alternativo. Ela permite incorporar elementos de padronização, transparência e acompanhamento regulatório que atraem gestores profissionais.
ETP como solução escalável e distribuível
Os Exchange Traded Products (ETP) têm se mostrado particularmente eficazes para escalar investimentos alternativos.
Um ETP é um veículo listado em bolsa (semelhante a um ETF) que pode acompanhar o desempenho de uma cesta de ativos ou de uma estratégia específica. Ao listar um ETP baseado em ativos alternativos, obtém-se negociação contínua em mercados regulados, com transparência de preços e acesso internacional.
Isso flexibiliza enormemente a distribuição, pois os gestores podem ajustar a estratégia subjacente dentro do ETP (diversificar ativos, rebalancear etc.), enquanto o produto se comporta em bolsa como qualquer ação.
FlexFunds como ponte entre ativos alternativos e mercados globais
Estruturação, listagem e administração integrada
A FlexFunds se apresenta como um provedor integral para levar ativos alternativos aos mercados internacionais. Seu modelo cobre todo o processo: desde o estudo inicial e o due diligence da estratégia até a estruturação legal, emissão e listagem do veículo ETP.
FlexFunds cria uma sociedade de propósito específico (SPV) na Irlanda que emite os títulos. Em seguida, obtém um código ISIN global e registra o ETP no Euroclear, facilitando a distribuição por meio de múltiplos canais de private banking internacional.
Em cada etapa, o programa da FlexFunds supervisiona a documentação legal (memorando, acordos e contratos), bem como a administração corporativa e contábil posterior.
Benefícios para gestores de real estate, dívida privada e fundos privados
A oferta da FlexFunds é particularmente adequada para gestores de ativos tangíveis e privados.
Por exemplo, gestores de fundos imobiliários podem estruturar seus portfólios por meio de ETPs, o que permite otimizar sua distribuição internacional através de veículos listados, com maior eficiência operacional e acesso ampliado a mercados institucionais.
Da mesma forma, gestores de dívida privada (empréstimos corporativos, mezzanine etc.) podem canalizar seus instrumentos de crédito para os mercados de capitais por meio de veículos estruturados.
Inclusive fundos de capital privado ou venture capital podem utilizar veículos alternativos listados para realizar estratégias de coinvestimento ou liquidez parcial.
O benefício concreto para esses gestores é duplo. Em primeiro lugar, melhoram a liquidez de sua estratégia, já que seus ativos (antes ilíquidos) se transformam em títulos negociáveis. Em segundo lugar, ampliam significativamente sua base de investidores.
Para conhecer mais sobre os produtos da FlexFunds, não hesite em entrar em contato com nossos executivos. Teremos prazer em ajudá-lo.
Fontes:
- https://www.pimco.com/lat/es/resources/education/get-to-know-various-types-of-asset-classes
- https://www.flexfunds.com/es/solutions/inversiones-alternativas-claves-para-diversificar-carteras-en-2025/
- https://caia.org/content/december-2024-hitchhikers-guide-alternative-investments-galaxy
- https://www.fundssociety.com/es/opinion/flex23-los-etps-de-activos-alternativos-como-opcion-ante-una-potencial-recesion/
- https://am.jpmorgan.com/content/dam/jpm-am-aem/emea/regional/es/insights/portfolio-insights/images/global-alternatives-outlook-es.pdf
- https://privatebank.jpmorgan.com/latam/es/insights/markets-and-investing/at-mid-year-alternatives-shine-in-a-volatile-market
- https://www.bekafinance.com/learning/inversiones-alternativas-ejemplos
- https://www.latamblocks.com/news/instituciones-controlan-244-mil-millones-de-dolares-en-activos-digitales
- https://gfintegrity.org/press-release/nuevo-informe-de-gfi-encuentra-que-los-fondos-de-inversion-privados-son-vulnerables/
- https://www.bbh.com/us/en/insights/investor-services-insights/LatAm-ETFs-finding-a-new-rhythm.html


