- Neste artigo, analisamos as alternativas disponíveis nos mercados de capitais para estruturar estratégias de investimento sustentável diante da crescente saturação dos green bonds.
- As informações são destinadas a gestores de ativos que desejam investir considerando os critérios ESG.
- A FlexFunds oferece um programa de securitização de ativos que permite estruturar e emitir ETPs personalizados vinculados a estratégias de investimento sustentável. Para mais informações, não hesite em entrar em contato com nossos especialistas.
A sustentabilidade ganhou força nos mercados de capitais, impulsionando emissões recordes de títulos “verdes”, conhecidos como green bonds. Por essa razão, somente em 2025, o tamanho desse mercado atingiu um recorde de USD 3 trilhões.
No entanto, uma parcela significativa desses instrumentos é destinada ao refinanciamento de projetos já concluídos, com impacto limitado na criação de novos ativos ecológicos. Além disso, suas emissões envolvem elevados custos de certificação e relatórios ESG, que podem anular seus benefícios financeiros.
Por isso, os gestores de fundos estão cada vez mais investigando novas estruturas para canalizar investimentos sustentáveis, como os ETPs.
Por que os green bonds já não são suficientes?
Apesar de sua popularidade, os green bonds apresentam limitações intrínsecas. Em muitos casos, são utilizados para refinanciar projetos passados. Isso significa que possuem impacto limitado no financiamento de novos investimentos ambientais.
Além disso, o processo de validação “verde” implica custos adicionais para o emissor (custos de certificação, relatórios ambientais etc.), que costumam ser elevados, incorporando um componente reputacional relevante voltado para a captação de investimentos ESG.
Por outro lado, embora o volume total seja significativo, os green bonds ainda representam apenas uma fração do mercado de renda fixa. Segundo a Moody’s, sua expansão será limitada pela fragmentação regulatória e pela pressão contra o greenwashing.
Em conjunto, esses fatores indicam que depender exclusivamente de títulos verdes é insuficiente para financiar a transição sustentável.
Novos veículos de financiamento sustentável além dos green bonds
Diante dessas limitações, surgiram estruturas alternativas de financiamento. Além dos tradicionais títulos sociais, títulos de transição e Sustainability-Linked Bonds (SLBs), que vinculam a taxa de juros ao cumprimento de metas ESG, estão sendo desenvolvidos veículos listados e estruturas sob medida para canalizar investimentos de longo prazo.
Em particular, os produtos listados em bolsa (ETPs) e os veículos de propósito específico (SPVs) permitem agrupar diferentes investimentos sustentáveis em títulos negociáveis.
No caso da FlexFunds, provedora internacional de serviços para administração de veículos de investimento (ETPs), são propostos modelos baseados em SPVs. Essas estruturas permitem reempacotar estratégias de investimento de forma flexível, escalável e pronta para distribuição internacional.
Estruturas personalizadas e abordagem temática
Os SPVs listados oferecem total flexibilidade estrutural. Podem ser desenhados como veículos de dívida, equity ou híbridos, de acordo com o objetivo do investimento.
Isso permite, por exemplo, financiar diretamente a construção e operação de um projeto de energia renovável por meio da emissão de ações do SPV (em vez de apenas dívida), ou estruturar um modelo híbrido que combine renda fixa com distribuição de receitas futuras.
Além disso, essas entidades oferecem responsabilidade limitada: o veículo restringe a exposição ao capital alocado. Dessa forma, o gestor pode criar “cestas” temáticas personalizadas, como índices ou portfólios focados em energia solar, hidrogênio verde, eficiência hídrica, restauração ecológica, entre outros.
Casos de uso: transição energética, infraestrutura e biodiversidade
A transição energética e a infraestrutura verde são exemplos claros de áreas que exigem estruturas sofisticadas.
Projetos como parques eólicos, usinas solares ou plantas de biogás demandam grandes investimentos de longo prazo. A Moody’s destaca que essas iniciativas “exigem mecanismos de financiamento muito mais sofisticados” do que um título tradicional, chegando inclusive a exigir que seus patrocinadores incluam emissões sustentáveis em sua estrutura de capital.
Um SPV pode reunir múltiplos ativos renováveis (ou seus fluxos de caixa associados) e listá-los em bolsa para facilitar o acesso ao financiamento global.
Da mesma forma, infraestruturas verdes (transporte público elétrico, sistemas sustentáveis de água, construções eficientes) podem ser agrupadas em veículos listados distribuídos por meio de mercados regulados.
Ao serem negociados em mercados autorizados, esses ETPs facilitam o acesso ao investimento institucional para projetos tradicionalmente ilíquidos.
ETPs sustentáveis vs. green bonds: eficiência e alcance global
Os ETPs sustentáveis reúnem as vantagens operacionais dos produtos listados para aprimorar o financiamento ESG:
- Maior facilidade operacional: são negociados intradiariamente como ações, com alta liquidez e execução em tempo real, algo impensável em veículos não listados.
- Custos operacionais reduzidos: melhoram as margens do gestor e reduzem a fricção do investimento. Esse ambiente de baixas taxas e alta liquidez permite rebalancear carteiras instantaneamente e proteger riscos com ativos específicos (por exemplo, títulos do Tesouro ou metais preciosos) sem demora.
- Transparência: as posições de um ETP geralmente são divulgadas diariamente e sua operação fica registrada nas principais plataformas de informação. Isso facilita a gestão ESG, já que gestores e reguladores podem monitorar continuamente a composição do veículo.
Acesso institucional e distribuição internacional
Os ETPs oferecem alcance global desde o primeiro dia. Por serem negociados em mercados financeiros, podem ser listados em múltiplos centros financeiros e depositados em custodiante internacionais como a Euroclear.
Isso possibilita acesso imediato a bancos privados e fundos internacionais sem as limitações geográficas de um mercado privado. Ao mesmo tempo, sua presença em plataformas como Bloomberg, SIX ou Morningstar aumenta sua visibilidade entre gestores institucionais.
Como a FlexFunds facilita a estruturação de ativos sustentáveis
Nesse novo cenário, a FlexFunds posiciona-se como parceira tecnológica para viabilizar veículos sustentáveis listados.
Esse processo inclui o acompanhamento dos gestores de ativos em todas as etapas de criação e lançamento de ETPs eficientes e personalizados.
Por exemplo, a solução FlexPortfolio permite transformar uma estratégia de investimento em um ETP listado de forma mais eficiente do que o lançamento de um fundo tradicional.
O produto inclui assessoria na constituição do SPV (na Irlanda, aproveitando vantagens fiscais), bem como a gestão administrativa e regulatória necessária para a listagem em bolsa.
Outro serviço fundamental é o FlexFeeder, que permite estruturar participações de fundos privados em valores mobiliários listados e “euroclearables”.
Dessa forma, um fundo de private equity pode ampliar sua distribuição global ao ser transformado em um instrumento negociável.
Para saber mais sobre os produtos da FlexFunds, não hesite em entrar em contato com nossos executivos. Teremos prazer em ajudá-lo.

Fontes:
- https://www.lseg.com/en/insights/green-debt-market-passes-3-trillion-milestone
- https://www.larepublica.co/responsabilidad-social/mercado-de-los-bonos-sostenibles-alcanzara-us-1-billon-este-ano-segun-proyecciones-4062306
- https://agendapublica.es/noticia/17997/transicion-ecologica-no-se-pagara-con-bonos-verdes
- https://www.bbvaassetmanagement.com/es/actualidad/mas-alla-de-los-bonos-verdes/
- https://www.fundssociety.com/es/noticias/etf/flex25-spvs-como-catalizadores-de-liquidez-y-distribucion-global/
- https://www.fundssociety.com/es/noticias/etf/flex25-6-ventajas-de-los-etps-que-los-convierten-en-aliados-clave-frente-a-la-incertidumbre/


